cover
Tocando Agora:

- RÁDIO DIGITAL Fm - JOTTA ECOSS

- SÍSTEMA DE COMUNICAÇÂO BRASILEIRA DÍGITAL -

Conselho de Ética da Alesp abre processo que pode levar à cassação de Lucas Bove por bate-boca com deputadas

Deputado Lucas Bove (PL) bate-boca na Alesp Rede Alesp/YouTube O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) abriu nesta terça...

Conselho de Ética da Alesp abre processo que pode levar à cassação de Lucas Bove por bate-boca com deputadas
Conselho de Ética da Alesp abre processo que pode levar à cassação de Lucas Bove por bate-boca com deputadas (Foto: Reprodução)

Deputado Lucas Bove (PL) bate-boca na Alesp Rede Alesp/YouTube O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) abriu nesta terça-feira (24) um processo disciplinar que pode levar à cassação do mandato do deputado estadual Lucas Bove (PL) por quebra de decoro parlamentar. Em setembro, o bolsonarista protagonizou um bate-boca com deputadas mulheres, que o acusaram de violência política de gênero (assista vídeo abaixo). A representação foi apresentada por Mônica Seixas (PSOL), envolvida diretamente no episódio em questão. Antes da votação, ela afirmou que as reiteradas violências psicológicas de Bove são um exemplo claro da violência de gênero em suas primeiras escalas, que culminam em violência física e, fatalmente, em feminicídios. Deputado do PL tumultua sessão da Alesp O pedido foi aprovado por unanimidade pelos deputados Delegado Olim (PP), Ediane Maria (PSOL), Rafael Saraiva (União Brasil), Eduardo Nóbrega (Podemos) e Emídio de Souza (PT), que será relator do processo. O caso será analisado pelo conselho e, depois, se aprovado, votado em plenário. Em caso de condenação, as punições previstas vão de advertência à perda definitiva de mandato. Em nota enviada ao g1, Lucas Bove afirmou que é alvo de um julgamento político por causa de uma "discussão acalorada em plenário, corriqueira na politíca e sem qualquer tipo de violência" e acusou perseguição contra parlamentares bolsonaristas (leia nota completa abaixo). Lucas Bove é também réu em um processo de violência doméstica e psicológica e perseguição contra sua ex-mulher, a influenciadora Cíntia Chagas. A denúncia foi aceita pela Justiça em novembro passado. O deputado também fez representações contra as parlamentares Mônica Seixas e Paula Nunes (PSOL), alegando que divulgaram vídeos imputando crimes contra ele, mas o pedido acabou arquivado no Conselho de Ética. O colegiado ainda aprovou uma outra representação contra Lucas Bove e o deputado Tenente Coimbra (PL), por terem chamado Ediane Maria de acéfala. O placar terminou em 3 a 2, com voto decisivo do presidente do conselho, Delegado Olim. O processo terá relatoria de Eduardo Nóbrega. O que diz o deputado Lucas Bove Fui denunciado por conta de uma discussão acalorada em plenário, corriqueira na política e sem qualquer tipo de violência. Não fiz rachadinha e não chutei nenhum cidadão, como fez o deputado do PSOL que escapou da cassação em um movimento político. Aqui não é diferente: não tratou-se de um julgamento de mérito, mas sim político. Não à toa deixaram o tema, que já estava posto há meses, para o inicio do ano eleitoral. Tanto é que, o caso no qual representei a deputada do PSOL por me chamar de imbecil no plenário foi arquivado nesta mesma sessao. Qual ética e/ou decoro que tem um parlamentar que xinga outro? Há, como de costume, dois pesos e duas medidas para legitimar uma perseguição contra parlamentares bolsonaristas.